Um domingo por caminhos ainda não por mim trilhados. Como vantagem não ter que ter cinquenta olhos para os automóveis. Desvantagem: não ter perna para as subidas de gravilha solta. Valeu a pena pelo que não conhecia do aqui tão perto.
Era manhã cedo. Tinha acabado de chover e abrira o sol. Achei que não ia chover mais, porque olhado o céu ele estava azulinho e apenas era cortado por uma linha recta deixada, pelo que adivinho, ter sido um avião que passou. Agarrei a bicla e lá fui estrada fora sem ter pensado em nenhum caminho especial. Sem destino. Apenas o relógio me ia dizer que passada a uma hora era hora de voltar. Este era o limite. E assim lá arranquei. Como sempre as ramadas das árvores ao pé do Golf da Penina continuam a invadir a estrada deixando uma berma muito estreita obrigando-me a pedalar sobre a linha branca, isto é, mais tangencial aos carros que têm medo de se desviar.
Entrado no conselho de Lagos resolvi virar para o Arão pois estava uma placa que dizia 4x4 dias 20 e 21 de Novembro. Lá fui eu. Muito barulho, muitos 4x4 de todos os feitios, mas a prova seria mais tarde pelo que percebi. Eu sai para andar de bicla e não para ver trial e coisas parecidas com muitos gases poluentes. Segui para a Pereira. Mas pedalava e a Pereira não aparecia. Marcada a hora há que voltar para trás. Cheguei a casa à tabela e sem sobressaltos.
Satisfeito porque hoje vi familias inteiras a pedalar na 125. 
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