Um domingo por caminhos ainda não por mim trilhados. Como vantagem não ter que ter cinquenta olhos para os automóveis. Desvantagem: não ter perna para as subidas de gravilha solta. Valeu a pena pelo que não conhecia do aqui tão perto.
Faz sol, um pouco de calor até. Mas em vez de estender o corpo na areia da praia agarrei a bicicleta e passeei por aqui. Outros aproveitaram e passearam por ali.



Fui convidado e com muito gosto ali estive. Centro Comercial arejado onde o meu amigo Chefe Silvestre aposta numa nova casa. 






Um grande abraço a estes amigos e votos de grande sucesso
Na minha companhia calcorreei estradas e caminhos por este barlavento.
Continua a ser uma fonte de adrenalina circular por entre automóveis conduzidos por gente distraída ou que não gosta de ver gente a pedalar.
Foi um sábado que deu até para passar a ponte velha do Arade e pular até Ferragudo
Mais uma vez temos que ir até Faro para ver o Portimonense jogar. Não acredito em bruxedos, mau olhado e quejandos - até nem parece que estou ligado ao futebol - mas dizem-me que aquele estádio tem algo contra as equipes da casa, o que para mim é ‘desinteressante’. Chateia-me mesmo é fazer tantos quilómetros para ‘trabalhar’.
Será no mês que vem que teremos o Estádio Municipal a funcionar?… no dia 1 de Janeiro estava assim:
Portimonense
Por todo o lado estavam as brigadas da limpeza a desfazer os excessos desta noite passada, presumo. Eu, com a minha bicicleta, fazia o passeio pela cidade, juntamente com milhares de turistas que aqui acorreram para festejar a passagem do ano. E lá fui eu de máquina em equilíbrio instável registando as bonitas paisagens que me proporciona a cidade, que tem o prazer de me acolher, eu sei.
Praia da Rocha
Ria de Alvor
Praia de Alvor

No dia 11 de Dezembro de 1924, Manuel Teixeira Gomes, ilustre portimonense e Presidente da República, assinava o despacho que elevava Portimão a Cidade. Passados 86 anos Portimão celebra o Dia da Cidade com um programa de forte cariz social e cultural,com destaque para o encerramento das Comemorações Nacionais dos 150 Anos de Manuel Teixeira Gomes, presidido pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o Lançamento da Primeira Pedra das Futuras Instalações do Instituto de Emprego e Formação Profissional e a Inauguração da Unidade de Cuidados Continuados Al-Vita.
Hoje é dia de assunto sério. Não fui ver o mar porque não me apeteceu. Hoje não era dia para, como se diz, estar aqui a derramar saudade, pintar nostalgia em aguarelas de lágrimas. Hoje mesmo, Domingo, em que de pantufas apetecia estar, sentado a uma lareira a ouvir uma musiqueta, ler um livro ou apenasmente dialogar com a sorte de poder fazê-lo. Mas não. A irrequietude da juventude que vai passando nas folhas dum calendário me arrastaram para fora da cama na madrugada dum Domingo de sol, que foi de pouca dura. Madrugada, modo de falar num domingo de nada fazer. Mas a verdade é que o sol brilhante, mas fraco, convidava a dar um passeio na minha fiel bicicleta. Equipado a rigor, de capacete, bem agasalhado, lá fui sem destino traçado que andar à bolina do acaso tem mais piada.

Como é hábito, sempre que vejo uma estrada que nunca tinha reparado é por aí que sigo. Às vezes bem me arrependo, porque depois duma curva ou dum telhado ela sobe que nem minhas pernas choraminguinhas aguentam o esforço. Mas é assim e eu vou fazer mais como então. Mas entrado numa dessas estradas olho para a paragem do autocarro e fico a saber onde estou. Melhor que qualquer GPS. Olho bem para ver se os meus olhos estão mesmo a ler o que lá está escrito. Sim senhor, estou em Olhito. Se por acaso alguém me telefonasse naquele instante e eu dissesse onde estava… deviam pensar que eu tinha pirado outra vez de vez. Não, não. Pirei só uma vez e não tem cura, não se preocupem. Mas em Olhito encontrei uma rotunda que ninguém lhe atravessa a direito. Tem monumento ao Caterpila e ao Calhau. Está documentado que eu não sou de inventar. Porque até a rua, como uma seguinte paragem do autocarro, ou será camioneta, diz isso mesmo para confirmar.
Mas ainda não contente com este passeio lá fui pedalando, não me venham dizer que é sempre a descer, porque a terra não é um quadrado e eu tenho de voltar ao lugar de partida .
Na verdade fui por estrada de terra batida, melhor dizendo, por caminho de lama e bué charcos para me salpicar de lágrimas de terra pelas costas e não só, um pouco mais abaixo também.
Almoçado uma moamba num restaurante afamado da cidade, que por acaso hoje até estava muito boa, embora só conhecesse esse prato no início da saudade, que eu não sou mentiroso e lá eu não comia isso nem me lembro de lá em casa alguém falar dessas coisas menores… fui ver a bola. Sim, esse desporto onde andam a dar pontapés naquela coisa redonda que salta e se gritasse com os maus tratos que às vezes sofre, estávamos todos já surdos. E o jogo não acabou porque acabou a luz do Estádio assim num repente em que estávamos a ganhar e tudo. Amanhã tem que se repor o tempo que falta e eu terei que ouvir a Imaculada sabedoria do Mestre da bola, o Sr. Ricardo Sá Pinto, que sempre pautou a sua vida por comportamentos exemplares, segundo me gritou aos ouvidos, porque alguém lhe chamou de mentiroso. Coisas da bola num Domingo em que por ser sério não tem título. É apenas Domingo